Cultura orientada a dados turbina as corporações

Decisões baseadas apenas em suposições e experiências passadas estão sendo substituídas por informação

foto Shutterstock

A cultura orientada a dados – ou data driven culture, na terminologia em inglês – é importante para as organizações corporativas e veio para ficar. A razão para isso é simples: empresas que a adotam têm o passaporte para sobreviver no novo mundo digital. Elas deixam de tomar decisões baseadas apenas em suposições e experiências passadas e passam a usar também os dados, como explicam os especialistas da consultoria em ciência de dados Aryng, dos Estados Unidos.

De acordo com eles, os dados estão ao nosso redor, na forma de números, planilhas, fotos, vídeos e muitas outras coisas. As empresas agora estão usando essa matéria prima e aproveitando a riqueza dela para obter impacto e crescer. E para que as organizações sobrevivam e se expandam, uma cultura orientada por dados é muito crítica.

No entanto, é importante observar que uma grande quantidade de dados não significa que uma empresa seja orientada por dados ou tenha uma cultura orientada por dados. As organizações precisam aproveitar os dados para obter insights e tomar decisões com base neles. Em resumo: elas têm de construir essa cultura e ser “alfabetizadas” nessa linguagem.

A jornada da cultura orientada a dados

Um exemplo real são os colaboradores dessas organizações que democratizam o acesso aos dados, tornando a informação disponível aos seus funcionários e permitindo que eles entendam e usem os dados para tomar decisões. E eles também podem fazer isso a partir da mesma base de dados, o que mostra que existem uma governança e um gerenciamento que mantêm a uniformidade, precisão, usabilidade e segurança dos dados. Quanto melhores forem esses indicadores, mais orientada por dados será uma empresa.

David Waller, sócio e chefe de ciência e análise de dados da Oliver Wyman Labs, é um estudioso do tema e propõe como pode ser a jornada para criação de uma data driven culture nas empresas. O guia do especialista foi publicado na Harvard Business Review (HBR), há quase três anos e ainda se mantém atual. Ele destaca que para muitas empresas, uma cultura forte e orientada por dados permanece indefinida, e os dados raramente são a base universal para a tomada de decisões.

Com base nessa avaliação, Waller lista 10 etapas, lembrando que a cultura orientada a dados deve começar no topo, ou seja, na alta administração, e a escolha dos dados precisa ser feita com astúcia.

Outros conselhos envolvem a restrição da cultura para os cientistas de dados da corporação. O acesso também precisa ser fácil e qualquer problema nessa área tem que ser corrigido rapidamente. “As provas de conceito para assimilar a cultura de dados devem ser simples”, antecipa o consultor.

A Fundação Dom Cabral (FDC) tem participado dessa jornada de entendimento do data driven culture, em parceria com a A3Data, com a série ilustrada Data Fluency.

Veja mais no infográfico  em Infografico_FDC_-_Cultura_Data_Driven

Reprodução de: Seja Relevante

 

Compartilhe: